Brasil está envelhecendo, diz pesquisa do IBGE

Brasil está envelhecendo, diz pesquisa do IBGE


Por Luiz De França

O número de crianças com menos de 1 ano de idade caiu 27,8% em dez anos, o de crianças e adolescentes com até 14 anos diminuiu 17,7% no mesmo período e os idosos com 60 anos ou mais já representam 11,1% da população brasileira. Esses são alguns dos dados da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que apontam para um “envelhecimento” do país. Ainda segundo a análise, a taxa de fecundidade passou de 2,43 para 1,89 filho em média por mulher, entre 1998 e 2008.

De acordo com Ana Lucia Sabóia, coordenadora do estudo, a redução da fecundidade e o aumento da população adulta e idosa estão diretamente associadas ao aumento de expectativa de vida do brasileiro, que apresentou ganho de 3,3 anos. “A esperança de vida é um indicador-chave muito utilizado pela União Européia como parâmetro de qualidade de vida, porque combina fatores do que se pode chamar de desenvolvimento sócio-econômico”, afirma Ana.

Urbanizado – Segundo o levantamento, o Rio de Janeiro é o estado com maior proporção de idosos, 14,9%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 13,5 %. O país também está mais urbanizado. Em dez anos, a concentração de pessoas em áreas urbanas saiu de 79,6% para 83,8%. E mais uma vez o Rio lidera esse ranking, com 96,7% de sua população vivendo em cidades. O Piauí tem valor mais baixo: 62,8%.

Dos cerca de 48,9 milhões de domicílios nas áreas urbanas do Brasil, o estudo detectou que 31,5% (15,4 milhões) não tinham serviços de esgoto sanitário. Na região Norte, apenas 18,4% dos domicílios têm o serviço. A situação é ainda pior nos estados de Rondônia e Amapá, onde somente 5% disseram ter o serviço. Nesse quesito, a região Sudeste é a melhor servida, com 90,2% de acesso ao esgotamento.

Com a urbanização, a proporção de domicílios aumentou de 81,2% para 84,8% e o número de pessoas morando sozinhas também. Conforme a SIS, entre 1998 e 2008, a proporção dos que viviam sozinhos passou de 8,4% para 11,6%, sendo as regiões metropolitanas de Porto Alegre e do Rio as com maior porcentuais que a média nacional: 16,0% e 14,9%.


Mesmo os que não moram sozinhos resolveram optar por uma vida somente a dois. De acordo com a pesquisa, 2,1 milhões de casais com boas condições financeiras resolveram não ter filhos. Essa proporção pulou de 3,2% para 5,3% nos últimos dez anos entre os 39,6 milhões de casais registrados no país.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/brasil-esta-mesmo-envelhecendo-confirma-pesquisa-ibge-504503.shtml

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